Zach King, o Rei do Final Cut

março 2nd, 2015 André Fantin

Somos fascinados por criatividade e admiramos (muito) criatividade alheia. E é com um certo atraso que ficamos sabendo de um Instagram chamado @finalcutking. Criado por Zach King, um jovem de apenas 24 anos formado em Cinema, o perfil é alimentado com uma série de vídeos geniais, envolvendo truques simples, mas incríveis.

Tudo começo aos sete anos, quando Zach fez seu primeiro vídeo. Aos 14 comprou equipamento profissional e criou o site FinalCutKing.com, onde postava tutoriais e dicas do programa de edição.

O site rendeu alguns trabalhos a Zach, que usou o dinheiro para pagar a faculdade. Antes de chegar ao Instagram, o cineasta já fazia sucesso no YouTube e em 2013, no Vine, além de já ter ganhado 6 prêmios importantes pelo seu trabalho, incluindo o YouTube’s NextUp Creators Contest.

Veja alguns vídeos geniais.

 

Postado por André

Os benefícios e desafios de viver uma vida editada

fevereiro 26th, 2015 André Fantin

Provavelmente você já viu no Facebook um vídeo que demonstra como funciona a vida em um apartamento de 40m² pensado para atender a todas as necessidades do seu dono no menor espaço possível. O que talvez você não saiba é que o dono do apartamento iniciou um projeto chamado Life Edited (Vida Editada) que propõe a redução do consumo e do acúmulo de bens que não geram felicidade. Assista à apresentação de Graham Hill no TED e leia o depoimento que ele deu a Eduardo Szklarz.

Faz parte da nossa natureza: queremos ter mais coisas o tempo todo. Essa lógica funcionava bem há 200 anos, quando tínhamos acesso a bem poucos produtos. Se pintava a oportunidade de conseguir algo que tornasse nossa vida mais fácil, era bom mesmo aproveitar. Hoje, porém, podemos ter muito mais do que precisamos. As lojas estão abarrotadas de artigos baratos da China e fazem nosso mecanismo biológico acumular até enlouquecer. Isso também é parte de nossa cultura: como a oferta de produtos é ilimitada, os anunciantes nos dizem que precisamos comprar mais para manter a máquina do consumo a todo vapor. Ter uma TV gigante e novinha já não é desejo, mas uma necessidade.

Só que cada coisa nova que agregamos às nossas vidas tem custos escondidos. Casas maiores consomem mais energia, mais impostos, mais manutenção. Um carro grande e luxuoso gasta mais combustível e tem a mecânica mais cara. E à medida que compramos as coisas, precisamos de mais espaço para guardá-las. Nos últimos 60 anos, por exemplo, o tamanho médio de um apartamento novo nos EUA aumentou de 91 para 230 metros quadrados. Ocupamos três vezes mais espaço, e continuamos acumulando objetos. De repente, nossas vidas se tornam caras e complicadas. Acabamos trabalhando mais simplesmente para manter o que adquirimos.

Eu levei tempo para perceber isso. Tudo começou em 1998, quando vendi uma empresa de consultoria de internet, a Sitewerks, por uma grana que nunca pensei que ganharia na vida inteira. Comprei uma casa de 440 m² no bairro mais caro de Seattle, apinhada de eletrônicos, roupas, móveis e carros na garagem. Nada mal para um garoto de 20 e poucos anos. Mas a novidade logo virou rotina. Meu Nokia novo já não me satisfazia. As coisas que eu consumia acabaram me consumindo. Eu me sentia mais ansioso do que antes.

Precisei viver um grande amor e viajar bastante para perceber que nada daquilo era essencial. Passei anos rodando o mundo com minha namorada na época. Moramos em várias cidades, conhecendo pessoas interessantes e trabalhando em projetos divertidos. Fizemos tudo isso com um par de malas. Eu tinha grana suficiente para viver numa mansão, mas o que me fazia feliz era viajar por aí, ter grandes experiências e estar apaixonado. Aprendi a dar valor à flexibilidade que eu tinha por possuir poucas coisas. E iniciei o projeto Life Edited (Vida Editada) para buscar soluções nessa área.

Hoje, moro num apartamento de 40 m² em Manhattan com todo o conforto que preciso. Até quarto de hóspedes. Ele foi projetado para uma quantidade reduzida de coisas – as prediletas. Tudo nele é eficiente: minha cama fica embutida na parede e se abre quando vou dormir. Tenho duas TVs: uma na verdade é um telão que fica enrolado numa parede móvel, a outra é também o monitor da minha estação de trabalho. A mesa é mínima e pode ser ampliada para um jantar de até dez pessoas. Não possuo CDs ou DVDs (salvo tudo na nuvem). Tenho só seis camisetas na gaveta e dez tigelas na cozinha. Uma tigela cabe dentro da outra para ocupar pouco espaço, como tudo na casa. Você também pode editar sua vida. Por que guardar aquela calça que não usa há anos? E por que ter um fogão de seis bocas quando raramente usa três?

Não é fácil mudar assim. Tendemos a acreditar que nós somos as coisas que compramos. Que elas indicam nosso grau de sucesso e nos farão felizes. Pagamos caro por um relógio achando que ele vai mostrar aos demais o quanto somos bem-sucedidos. Porém, minutos depois não nos sentimos mais felizes nem mais bem-sucedidos. Essa foi a lição que aprendi nesses 15 anos: uma vez que você tem suas necessidades básicas cobertas – segurança, casa decente, poder sair para jantar, um dia ou mais de descanso por semana, férias -, não há muito mais a fazer para aumentar sua felicidade.

Não estou dizendo que todos devem viver em 40 m². Mas considere os benefícios de uma vida editada. Com menos coisas para guardar e manter, você ganha mais liberdade e um pouco mais de tempo. Só vamos cultivar uma relação equilibrada com o consumo quando começarmos a valorizar as coisas que de fato nos fazem felizes, como os relacionamentos, a família, os amigos e as experiências. Meu espaço é pequeno. Mas minha vida é grande.

Postado por André via Superinteressante

ONG francesa mostra como crianças enxergam pessoas com deficiência

fevereiro 23rd, 2015 André Fantin

A ONG francesa Noémi Association realizou um experimento com pais e filhos para mostrar como as crianças enxergam a deficiência das pessoas. Com toda sua naturalidade, crianças não notam, ou pelo menos não se importam, com as “limitações” físicas de outras pessoas. Elas ainda não foram desensinadas.

Acontece que na vida adulta, somos orientados a tratar pessoas com qualquer tipo de deficiência como especiais. Inclusive este foi o termo adotado por um tempo. O que eu acho algo muito errôneo. Imagino, que quando alguém possui alguma deficiência o que ela mais queira é ser tratada como uma pessoa “normal”.

Assista ao experimento e imagine qual seria sua reação.

Imagem de Amostra do You Tube

 

Postado por André

Lista completa dos vencedores do Oscar 2015

fevereiro 22nd, 2015 André Fantin

oscar

Melhor filme

“Sniper americano”
“Birdman”
“Boyhood: Da infância à juventude”
“O grande hotel Budapeste”
“O jogo da imitação”
“Selma”
“A teoria de tudo”
“Whiplash”

Melhor diretor

Alejandro Gonzáles Iñárritu (“Birdman”)
Richard Linklater (“Boyhood”)
Bennett Miller (“Foxcatcher: Uma história que chocou o mundo”)
Wes Anderson (“O grande hotel Budapeste”)
Morten Tyldum (“O jogo da imitação”)

Melhor ator

Steve Carell (“Foxcatcher”)
Bradley Cooper (“Sniper americano”)
Benedict Cumbertatch (“O jogo da imitação”)
Michael Keaton (“Birdman”)
Eddie Redmayne (“A teoria de tudo”)

Melhor ator coadjuvante

Robert Duvall (“O juiz”)
Ethan Hawke (“Boyhood”)
Edward Norton (“Birdman”)
Mark Ruffalo (“Foxcatcher”)
JK Simons (“Whiplash”)

Melhor atriz

Marion Cotillard (“Dois dias, uma noite”)
Felicity Jones (“A teoria de tudo”)
Julianne Moore (“Para sempre Alice”)
Rosamund Pike (“Garota exemplar”)
Reese Whiterspoon (“Livre”)

Melhor atriz coadjuvante

Patricia Arquette (“Boyhood”)
Laura Dern (“Livre”)
Keira Knightley (“O jogo da imitação”)
Emma Stone (“Birdman”)
Meryl Streep (“Caminhos da floresta”)

Melhor filme em língua estrangeira

“Ida” (Polônia)
“Leviatã” (Rússia)
“Tangerines” (Estônia)
“Timbuktu” (Mauritânia)
“Relatos selvagens” (Argentina)

Melhor documentário

“O sal da terra”
“CitizenFour”
“Finding Vivian Maier”
“Last days”
“Virunga”

Melhor documentário em curta-metragem

“Crisis Hotline: Veterans Press 1″
“Joanna”
“Our curse”
“The reaper (La Parka)
“White earth”

Melhor animação

“Operação Big Hero”
“Como treinar o seu dragão 2″
“Os Boxtrolls”
“Song of the sea”
“The Tale of the Princess Kaguya”

Melhor animação em curta-metragem

“The bigger picture”
“The dam keeper”
“Feast”
“Me and my moulton”
“A single life”

Melhor curta-metragem em ‘live-action’

“Aya”
“Boogaloo and Graham”
“Butter lamp (La lampe au beurre de Yak)
“Parvaneh”
“The phone call”

Melhor roteiro original

Alejandro G. Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris Jr. e Armando Bo (“Birdman”)
Richard Linklater (“Boyhood”)
E. Max Frye e Dan Futterman (“Foxcatcher”)
Wes Anderson e Hugo Guinness (“O grande hotel Budapeste”)
Dan Gilroy (“O abutre”)

Melhor roteiro adaptado

Jason Hall (“Sniper americano”)
Graham Moore (“O jogo da imitação”)
Paul Thomas Anderson (“Vício inerente”)
Anthony McCarten (“A teoria de tudo”)
Damien Chazelle (“Whiplash”)

Melhor fotografia

Emmanuel Lubezki (“Birdman”)
Robert Yeoman (“O grande hotel Budapeste”)
Lukasz Zal e Ryszard Lenczewski (“Ida”)
Dick Pope (“Sr. Turner”)
Roger Deakins (“Invencível”)

Melhor edição

Joel Cox e Gary D. Roach (“Sniper americano”)
Sandra Adair (“Boyhood”)
Barney Pilling (“O grande hotel Budapeste”)
William Goldenberg (“O jogo da imitação”)
Tom Cross (“Whiplash”)

Melhor design de produção

“O grande hotel Budapeste”
“O jogo da imitação”
“Interestelar”
“Caminhos da floresta”
“Sr. Turner”

Melhores efeitos visuais

Dan DeLeeuw, Russell Earl, Bryan Grill e Dan Sudick (“Capitão América 2: O soldado invernal”)
Joe Letteri, Dan Lemmon, Daniel Barrett e Erik Winquist (“Planeta dos macacos: O confronto”)
Stephane Ceretti, Nicolas Aithadi, Jonathan Fawkner e Paul Corbould (“Guardiões da Galáxia”)
Paul Franklin, Andrew Lockley, Ian Hunter e Scott Fisher (“Interestelar”)
Richard Stammers, Lou Pecora, Tim Crosbie e Cameron Waldbauer (“X-Men: Dias de um futuro esquecido”)

Melhor figurino

Milena Canonero (“O grande hotel Budapeste”)
Mark Bridges (“Vício inerente”)
Colleen Atwood (“Caminhos da floresta”)
Anna B. Sheppard e Jane Clive (“Malévola”)
Jacqueline Durran (“Sr. Turner”)

Melhor maquiagem e cabelo

Bill Corso e Dennis Liddiard (“Foxcatcher”)
Frances Hannon e Mark Coulier (“O grande hotel Budapeste”)
Elizabeth Yianni-Georgiou e David White (“Guardiões da Galáxia”)

Melhor trilha sonora

Alexandre Desplat (“O grande hotel Budapeste”)
Alexandre Desplat (“O jogo da imitação”)
Hans Zimmer (“Interestelar”)
Gary Yershon (“Sr. Turner”)
Jóhann Jóhannsson (“A teoria de tudo”)

Melhor canção

“Everything is awesome”, de Shawn Patterson (“Uma aventura Lego”)
“Glory”, de John Stephens (John Legend) e Lonnie Lynn (Common) (“Selma”)
“Grateful”, de Diane Warren (“Além das luzes”)
“I’m not gonna miss you”, de Glen Campbell e Julian Raymond (“Glen Campbell…I’ll be me”)
“Lost Stars”, de Gregg Alexander e Danielle Brisebois (“Mesmo se nada der certo”)

Melhor edição de som

Alan Robert Murray e Bub Asman (“Sniper americano”)
Martín Hernández e Aaron Glascock (“Birdman”)
Brent Burge e Jason Canovas (“O hobbit: A batalha dos cinco exércitos”)
Richard King (“Interestelar”)
Becky Sullivan e Andrew DeCristofaro (“Invencível”)

Melhor mixagem de som

John Reitz, Gregg Rudloff e Walt Martin (“Sniper americano”)
Jon Taylor, Frank A. Montaño e Thomas Varga (“Birdman”)
Gary A. Rizzo, Gregg Landaker e Mark Weingarten (“Interestelar”)
Jon Taylor, Frank A. Montaño e David Lee (“Invencível”)
Craig Mann, Ben Wilkins e Thomas Curley (“Whiplash”)

 

Postado por André