Fotógrafa retrata vítimas de abuso sexual segurando frases dos seus agressores

maio 20th, 2013 André Fantin

Violência sexual contra mulheres, crianças e também homens são recorrentes em todos os lugares do mundo, infelizmente. Mas a maior dor de quem já sofreu qualquer tipo de abuso é a olhar para a cicatriz que ficou em sua vida. A lembrança daquele momento de tortura e, muitas vezes, a culpa imposta pelo agressor atormentam as vítimas por anos.

Crianças, no geral, não conseguem associar o acontecimento na mesma hora e só têm suas lembranças recuperadas anos mais tarde, tornando tudo ainda pior.

A ideia por trás do projeto da fotógrafa Grace Brown é aumentar o diálogo por trás desse tema e incentivar que pessoas vítimas desse tipo de abuso possam receber ajuda e não serem julgadas pelo ato violento que sofreram. Conheça abaixo algumas fotos do Projeto Unbreakable.

"Se você contar para alguém, eu vou para cadeia" Meu pai, quando eu tinha 6 anos. Eu chore. Hoje ele está preso.

“Se você contar para alguém, eu vou para cadeia”
Meu pai, quando eu tinha 6 anos.
Eu chore. Hoje ele está preso.

"Seus pais foram jantar, mas não se preocupe. Eu vou cuidar de você"

“Seus pais foram jantar, mas não se preocupe. Eu vou cuidar de você”

"Segure mais forte" "Você vai ficar calada sobre isso" Meu tio quando eu tinha 11 anos.

“Segure mais forte”
“Você vai ficar calada sobre isso”
Meu tio quando eu tinha 11 anos.

"Para de fingir que você é um ser humano"

“Para de fingir que você é um ser humano”

“Não se preocupe, meninos supostamente sempre gostam disso.”

“Não se preocupe, meninos supostamente sempre gostam disso.”

"Isso é um teste. Se você contar para sua mãe, nós saberemos que você não é confiável"

“Isso é um teste. Se você contar para sua mãe, nós saberemos que você não é confiável”

"Você não é nada"

“Você não é nada”

"Se você contar para os seus pais, eles não vão mais te amar"

“Se você contar para os seus pais, eles não vão mais te amar”

"Isso fica entre a gente" Meu avô quando eu tinha 6 anos. As memórias voltaram aos 16.

“Isso fica entre a gente”
Meu avô quando eu tinha 6 anos. As memórias voltaram aos 16.

 

"O que nós temos é tão especial que outras pessoas não entenderiam"

“O que nós temos é tão especial que outras pessoas não entenderiam”

"Você é uma criança má. Não eu". "Lembre-se, você começou isso"

“Você é uma criança má. Não eu”.
“Lembre-se, você começou isso”

"Por que você está chorando? Foi divertido"

“Por que você está chorando? Foi divertido”

"Eu era muito nova para saber como dizer não, e a vergonha desse dia me acompanha todos os dias. Eu tinha dez anos"  Ao ver uma foto minha - "Se você sentar assim, algum dia alguém irá abrir suas pernas para transar com você". Ele estava bêbado e eu tinha seis anos.

“Eu era muito nova para saber como dizer não, e a vergonha desse dia me acompanha todos os dias. Eu tinha dez anos”
Ao ver uma foto minha – “Se você sentar assim, algum dia alguém irá abrir suas pernas para transar com você”. Ele estava bêbado e eu tinha seis anos.

 

 

 

Postado por André via Literatortura

Artista criar armas com material orgânico | Harm Less

maio 15th, 2013 André Fantin

A artista Sonia Rentsch criou a série “Harm Less” que consiste em uma série de armas montadas com pedaços de material orgânico. Os clicks são do fotógrafo Albert Comper que comprou a ideia de Sonia que expôs o trabalho em uma bienal dedicada à beleza, inteligência e intemporalidade.

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Postado por André

Estudantes de economia sentem na pele o que é viver com R$ 2 por dia

maio 8th, 2013 André Fantin

Zach Ingrasci e Chris Temple, dois estudantes da Universidade de Claremont McKenna, na Califórnia, se propuseram a um desafio muito grande em suas vidas, a fim de expor a realidade de aproximadamente 1,1 bilhão de pessoas no mundo todo. Vivendo com apenas 1 Dólar por dia (aproximadamente dois Reais), eles precisaram plantar sua própria comida, lidar com doenças e arrumar um lugar para repousar durante a noite.

O local escolhido para essa experiência foi Pena Blanca,uma aldeia da Guatemala. Foram 56 dias vivendo a realidade da população local, enfrentando situações que para eles são cotidianas. Junto com os dois estudantes, embarcaram na experiência Sean Leonard e Ryan Christoffersen, que passaram pelas mesmas privações enquanto documentavam os 56 dias.

O propósito do documentário é levar esses quase dois meses de miséria a pessoas que não fazem ideia de que essa seja a realidade de tantas pessoas. O documentário foi chamado de Living on One Dollar e o trailer você vê abaixo.

Além do documentário, eles fundaram uma organização de micro-crédito sem fins lucrativos chamada Living on One, para ajudar os moradores locais.

Imagem de Amostra do You Tube
Para criar sua própria área de cultivo, os quatro recorreram a uma linha de micro-crédito.

Para criar sua própria área de cultivo, os quatro recorreram a uma linha de micro-crédito.

LivingOneDollar

Durante os 56 dias, a cama foi o próprio chão, apenas com bocados de papelão e alguns cobertores.

Durante os 56 dias, a cama foi o próprio chão, apenas com bocados de papelão e alguns cobertores.

Isso significou muitas visitas de todos os tipos de insetos.

Isso significou muitas visitas de todos os tipos de insetos.

Eles ingeriam, em média, 800 a 900 calorias por dia, cerca de metade do valor recomendado.

Eles ingeriam, em média, 800 a 900 calorias por dia, cerca de metade do valor recomendado.

LivingOneDollar12

Os sinais foram se tornando evidentes. Estas duas fotos de Zach têm apenas 10 dias de diferença.

Os sinais foram se tornando evidentes. Estas duas fotos de Zach têm apenas 10 dias de diferença.

Aqui Chris no primeiro e no décimo dia de viagem.

Aqui Chris no primeiro e no décimo dia de viagem.

Todos os dias, eles sorteavam quanto dos 224 dólares que tinham (56 por cada um) iam usar naquele dia, entre 0 e 9.

Todos os dias, eles sorteavam quanto dos 224 dólares que tinham (56 por cada um) iam usar naquele dia, entre 0 e 9.

O sistema utilizado pelos quatro tentou reproduzir a vida da população: nunca ninguém sabe quanto vai ganhar num dia.

O sistema utilizado pelos quatro tentou reproduzir a vida da população: nunca ninguém sabe quanto vai ganhar num dia.

Em Pena Blanca, existe apenas uma única fonte de água.

Em Pena Blanca, existe apenas uma única fonte de água.

As coisas ficaram realmente difíceis quando Chris contraiu a doença de E. coli e giardíase, uma doença infeciosa no intestino delgado.

As coisas ficaram realmente difíceis quando Chris contraiu a doença de E. coli e giardíase, uma doença infeciosa no intestino delgado.

Zach também já tinha passado mal com uma infeção intestinal, depois de ter ingerido água contaminada, devido às más condições sanitárias do local. Sem dinheiro pra medicamentos, eles se perguntaram: como é que estas pessoas combatem um imprevisto, como a doença?

Zach também já tinha passado mal com uma infeção intestinal, depois de ter ingerido água contaminada, devido às más condições sanitárias do local. Sem dinheiro pra medicamentos, eles se perguntaram: como é que estas pessoas combatem um imprevisto, como a doença?

A generosidade dos vizinhos, como Rosa, Anthony e Chino, foi o que lhes deu esperança nos momentos mais difíceis.

A generosidade dos vizinhos, como Rosa, Anthony e Chino, foi o que lhes deu esperança nos momentos mais difíceis.

No último dia, Anthony pediu: “não esqueçam das pessoas de Pena Blanca”.

No último dia, Anthony pediu: “não esqueçam das pessoas de Pena Blanca”.

LivingOneDollar18

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Postado por André via Hypeness

A estreita linha que separa a referência do plágio

abril 25th, 2013 André Fantin

Aqui no Repertório Criativo já tivemos algumas conversas ao redor de plágios na publicidade, como o vídeo Eduardo e Mônica da Vivo e Oral-B com Rodrigo Faro. Hoje, recebi pelo Facebook uma “denúncia” a respeito de um vídeo feito para a Farm que mostra o processo de produção de uma linha de caderno lançada por eles. A mensagem veio até mim com a acusação de suposto plágio. Assisti aos dois vídeos e fica realmente bater o martelo (e quem sou eu para fazer isso).

Claramente o propósito do vídeo é o mesmo: mostrar o processo de produção de cadernos e se terminasse aí não seria plágio, afinal making of é o que mais está se fazendo. Mas as cenas e o estilo da captação utilizados são os mesmos. Como se tivessem sido feitos pela mesma pessoa. Até aí a gente pode chamar de referência criativa e tal, mas cereja do bolo fica para a trilha que aí não tem como defender, é a mesma utilizada e pronto. Assistam aos dois vídeos e tirem conclusões.

Imagem de Amostra do You Tube

 

Postado por André

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