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Oculos Rift. Bem-vindos à Matrix

julho 2nd, 2014 André Fantin

Quando assistimos Matrix, lá pelos anos 2000, sonhamos e até tememos o momento em que aquele tipo de realidade chegasse. Quem não se imaginou encubado em um berço, com um cabo ligado na nuca transmitindo sensações irreais para que acreditássemos estar vivendo a nossa vida?

Palmer Luckey e seus sócios Brendan Iribe, Michael Anotonov e Nate Mitchell parecem ter imaginado demais isso. Ao ponto de conseguir tornar essa sensação assustadoramente real. Assustadoramente porque Oculos Rift é o primeiro equipamento de realidade aumentada que age diretamente no seu cérebro, provocando sensações. Até então, esses equipamentos apenas estimulavam visão e audição.

Com o Oculos Rift, você pode perfeitamente estar deitado na sua cama e sentir-se em uma cadeira de praia, tomando sol, sentindo o vento no rosto e água do mar batendo nos seus pés. O aparelho é uma mistura de sistema estereoscópico 3D, com 360 graus de visibilidade, som surrounding diretamente conectados aos seus ouvidos e um software que atinge diretamente seu córtex cerebral. Brinca!

Sergey Orlovskiy testando o Oculus Rift.

Sergey Orlovskiy testando o Oculus Rift.

Um dos investidores do projeto é ninguém menos que Mark Zuckerberg, que desembolsou dois bilhões de dólares depois de experimentar o produto por uma hora.

Este é o futuro. É como ir (com o Oculus) além da ideia de imersão e alcançar uma verdadeira presença humana, de cada indivíduo, num mundo virtual. Você anda, fala, come, senta, levanta, grita de dor, tem prazer e chora, deixando o plano do real – no qual a atual internet se insere – para os velhos filósofos e psicanalistas. – M. Zuckerberg.

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Acompanhe outros comentários de especialistas sobre o Oculus Rift:

- Isto será maior do que qualquer um esperava.

- Esta é a primeira vez que um projeto foi bem sucedido em estimular partes do sistema visual humano diretamente, e de maneira permanente.

- Ele é seguramente um ponto de inflexão, e o projeto já é viável hoje. O mundo está na beira de uma grande mudança, tal qual foi o Apple II, Netscape, Google e o iPhone.

 

Postado por André via Revista PEGN

A (inútil) guerra de gerações

julho 1st, 2014 André Fantin

Hoje, foi mais um daqueles dias em que presenciei a tão famosa batalha de gerações. Os mais velhos sempre com o mesmo argumento vazio de que a vida era melhor antes da internet, dos smartphones, das redes sociais e afins. Os mais novos tentando se defender dizendo que conseguem viver sem todos os recursos disponíveis para tentar algum tipo de aprovação com a galera de cabelos brancos.

Essa picuinha não começou hoje, nem vai terminar amanhã. Acredito que presenciaremos isso por toda a nossa vida.

Eu tenho 26, vivi ali na meiúca da transformação digital, quando o computador se popularizou, a internet apareceu, TV a cabo virou commodity e smartphones revolucionaram a comunicação. Sorte a minha. E essa é uma frase clássica de quem quer sustentar este embate entre gerações.

Particularmente, acho essa peleja boba e incapaz de nos guiar para um caminho correto em que o uso do tempo é perfeito e somos todos felizes e satisfeitos com a nossa vida, independente de ter nascido em 1960 ou 1994.

Não quero usar este espaço para falar de pessoas viciadas em tecnologia e que são incapazes de se relacionar com outras pessoas sem ser por meio de um dispositivo. Isso aí já é outra questão. Tão pouco quero falar daquelas pessoas que são “tecnofobas” ou “tecnoavessas” e ainda usam lampião em casa.

O problema da guerra das gerações é justamente olhar para os dois lados com o radicalismo natural de quem quer defender o seu. Acredito que possamos tirar proveito de todas as situações e aprender com todo tipo de gente. Exceto aquelas que tentam lamber o próprio cotovelo, talvez.

Como todo bom saudosista, os mais velhos têm se vangloriado de terem usufruído uma infância de liberdade, batendo bola com os amigos na rua, soltando pipa, subindo em árvore para comer fruta do pé e por aí vai. Existe quase um tom poético ouvir isso. E concordo que deve ter sido do caralho mesmo. Para eles.

Porque enquanto eles subiam no pé para comer goiaba, na casa deles a tecnologia mais avançada era o rádio, a geladeira e a televisão (quando tinha!).

Nessa guerra de gerações, parece que os culpados são os mais novos que não sobem em árvore nem sabem viver sem seus gadgets. E eles realmente não deveriam! Nasceram jogando videogame, assistindo televisão colorida, pesquisando trabalho no Google… folhear revista? Só no tablet! Já nascem sabendo. Conheço crianças de quatro anos que estão 60 fases a sua frente no Candy Crush.

Pergunto: essa nova geração está errada por viver no tempo dela? Usufruir dos benefícios de ter nascido após os anos 90 e 2000?

É errado os mais velhos sentirem saudades do tempo em que eram crianças? Também não. A nostalgia faz bem, acalma, mas não pode virar uma dose de sonífero ou ignorância. O mundo não vai retroceder porque você quer que as pessoas usem menos celular e fiquem menos tempo na internet.

Deixa a mulecada tuitar, mandar foto no Snapchat, Slingshot (superior!), marcar para comer pizza pelo Whatsapp, chegar lá e conversar entre sim pelo Whatsapp. Tudo isso é imersão no próprio tempo. É viver o tempo em que está.

Como eu disse lá no começo, devemos tentar tirar o melhor proveito de cada situação. E a situação é a seguinte e já foi provada: o mundo evolui para servir a quem está por vir, não quem já está nele. Essa geração inteira que vive conectada vai ajudar a construir um mundo cada vez mais conectado, afinal, é a geração mais nova quem muda o mundo. Quem inventou a maior rede social do planeta não foi um cinquentão. Quem inventou o Google também não. E é assim que a roda vai continuar girando.

Então, por que ao invés de menosprezar as experiências que a garotada está vivenciando a gente não tenta aprender um pouco mais com eles? Idade só traz sabedoria se a gente passar anos ouvindo e não reclamando de tudo.

 

Postado por André

Facebook admite ter manipulado feed de 700 mil usuários para estudo

junho 30th, 2014 André Fantin

Se o Facebook fosse um filme sobre super-herói, provavelmente teríamos um ancião dizendo: Com 1 bilhão de usuários vêm grandes responsabilidades. Mas infelizmente essa não é mais uma história de Hollywood. O Facebook é tão real quanto cada um dos 1 bilhão de pessoas conectadas à maior rede social do mundo. E existe um enorme perigo nessa realidade.

Sabemos que o feed de notícias do Facebook é personalizado, assim a gente evita de receber atualizações de todas as pessoas e páginas que seguimos na rede social. Isso já é ponto questionável, já discutimos isso aqui em 2011 quando falamos dos gate keepers da internet.

Essa personalização, segundo o Facebook é necessária para que os usuários não sejam bombardeados com centenas de posts. Vale lembrar que esses posts são de páginas e perfis que eles escolheram receber! Onde Zuckerberg viu a lógica disso eu não sei, mas não foi no Twitter.

Para quem não é famialirizado com essa última rede, o cenário é o seguinte: você tem o seu perfil tal qual o do Face. Você escolhe quem quer seguir e acompanha tudo por uma timeline. Você recebe TUDO o que é produzido pelas pessoas que você está seguindo, mesmo que a maioria seja conteúdo irrelevante. 

Essa é a grande cartada do Twitter. Os usuários se autorregulam e criam uma atmosfera em que o conteúdo precisa ser bem trabalhado para ser replicado e então, ganhar mais seguidores.

Pronto. Entendemos bem como funciona o feed personalizado do Facebook e o feed padrão do Twitter. E só para deixar as coisas em panos limpos, para nós usuários, o modelo mais seguro de feed não é o proposto por Zuckerberg.

Com um feed personalizável, não temos qualquer controle sobre o que vamos receber. Nosso feed pode ser alterado dezenas de vezes ao dia sem ao menos percebermos e o perigo dessa manipulação de conteúdo fica evidente ao avaliarmos os resultados de um estudo conduzido por pesquisadores associados ao Facebook, pela Universidade de Cornell, e pela Universidade da Califórnia, publicado em junho na 17ª edição dos Anais da Academia Nacional de Ciência. Veja o estudo na íntegra.

Durante uma semana de 2012, a maior rede social do mundo manipulou o feed de notícias de aproximadamente 700 mil usuários (689.003, para ser específico). O objetivo do estudo era verificar o contágio emocional da rede social em seu usuários.

Alguns usuários receberam posts negativos e eram observados para ver se suas próximas postagens trariam palavras também negativas. O mesmo foi feito com posts de mensagens positivas.

Observou-se que os usuários que tiveram o feed manipulado utilizaram palavras positivas ou negativas dependendo do conteúdo ao qual foram expostos.

Apesar de parecer tudo muito inocente e científico, podemos acreditar que os resultados deste estudo possam ser replicados em diferentes situações para manipular opinião pública de uma forma muito mais invasiva e eficaz que outros meios, como a televisão.

 

Postado por André via Uol Notícias

Resumo da Copa em vídeo

junho 30th, 2014 André Fantin

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Produto recente do ShutterStock, o acervo de vídeo do banco de imagem já reúne uma cacetada de materiais produzidos durante esta Copa. Assista abaixo um compilado desses vídeos, um breve resumo do que tem sido este mundial.

Postado por André via Shutterstock