Neste final de semana, participei do curso de Novas Mídias promovido pela YouVitória. E um dos grandes aspectos positivos do curso foi a troca constante de informação entre pessoas, fugindo um pouco do eixo palestrante x aluno. Numa dessas trocas, nos foi apresentado (talvez para você não seja uma novidade) o vídeo De onde vêm as boas ideias?, um talk ilustrado que apresenta o conceito por trás do livro de mesmo nome do autor norte-americano Steven Johnson.

Hoje falamos muito sobre crowdsourcing e como a internet potencializa essa troca de conhecimentos para gerar um volume nunca antes de visto de insights e informação relevante. Ao abrirmos a Wikipedia, podemos incluir qualquer verbete, deixar que outros o completem e aprendermos mais sobre aquilo que pensávamos que sabíamos tudo, de forma gratuita e quase instantânea.

O vídeo me fez pensar que muitas vezes perseguimos uma boa ideia como um cão atrás do próprio rabo. Estamos dando voltas no mesmo lugar, focados em um único ponto e não enxergando o que está ao nosso redor. E de tanto dar voltas, eventualmente, vamos nos cansar, falhar e achar a nossa ideia entediante.

Mas, se por um minuto abrirmos nossa ideia para outra pessoa, ou para nós mesmos, de uma forma que ainda não tentamos, podemos ampliá-la, compreendê-la melhor, entender o que funciona, o que não funciona, o que já foi feito, o que podemos fazer para melhorar o que já existe. Afinal, este é outro ponto importante. Temos a impressão errada de que se criamos algo parecido com algo que já existe, essa ideia não presta.

Estamos nos esquecendo de que ideias são cruzamentos das referências que temos, é como misturar duas cores primárias para formar uma secundária. Amarelo e azul tornando-se verde. Às vezes, desperdiçamos um bom insight simplesmente por pensarmos “acho que vi algo parecido”, “vão rir de mim quando eu disser que essa ideia é minha”, “como eu sou estúpido”.

Certamente é estupidez não seguir a diante com uma linha de pensamento só porque a sua linha cruza com diversas outras. Você nunca saberá onde a sua linha termina se não continuar seguindo. Esse é um raciocínio simples. Siga a diante, talvez você tenha uma surpresa e encontre milhares de pessoas esperando para embarcar na sua ideia.

Imagem de Amostra do You Tube

 

Postado por André

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André Fantin

Editor do Repertório Criativo, publicitário e escritor por teimosia. Atualmente vive na Irlanda em busca de inspiração.