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Primeiro de abril, Facebook da depressão? Entenda nossa saída da maior rede social do mundo

Like button: Shutterstock

Ainda não foi desta vez, mas estamos cada vez mais perto da beira do precipício. Na verdade, estamos sendo liderados para lá pelo próprio Facebook que mês a mês vem reduzindo sistematicamente o alcance orgânico das páginas. Independente delas pertencerem a marcas grandes, pequenas, coletivos ou iniciativas muito menores como é o caso do Repertório Criativo.

É muito frustrante iniciar uma página e lembrar que quando tínhamos 50 mil fãs, nosso alcance era infinitamente superior ao pífio desempenho que conseguimos hoje, mesmo tendo conquistado legitimamente (importante frisar) mais de 200 mil seguidores.

Se os números estampados na capa da página parecem impressionantes, os dados por trás dos gráficos do Insights não correspondem a primeira expectativa.

Enquanto as linhas dos gráficos caem mais que pau de velho, administradores vão a loucura.

Ontem, em nosso anúncio de que estaríamos nos retirando do Facebook, um dos seguidores linkou um post do Braisntorm9 em que uma marca de restaurante também declarou sua saída da rede social. Compreensível a decisão. Quem achar que vale a pena, pode dar uma conferida na história toda.

O lance é que, por anos, todos fomos levados a acreditar que aumentar o número de curtidas das páginas traria ganhos futuros e investir em bom conteúdo significava enxugar a verba de mídia, pois ele seria espalhado pelos próprios usuários. A tal mídia espontânea.

Aconteceu que a base de fãs cresceu, a produção de conteúdo bom e relevante foi bem desenvolvida e agora nos é entregue uma realidade onde nada disso faz a menor diferença. O importante é ter dinheiro.

Fico imaginando o rancor que donos de páginas que conquistaram fãs comprando anúncios não devem sentir ao saber que precisarão pagar mais uma vez para que as pessoas que eles “compraram” possam ver seus posts. Louco né?

Todo esse apocalipse das páginas teve start há pouco mais de um ano quando o Facebook anunciou a primeira mudança nos algoritmos que prometia reduzir a presença de posts de fanpages no feed dos usuários. Mas a sétima trombeta só tocou quando foi divulgado pelo próprio FB (vou procurar links depois) um gráfico que previa o decréscimo progressivo do alcance orgânico das páginas. Hoje, estamos em 12% e em breve chegaremos a zero.

Foto menino chorando: Shutterstock

E não adianta espernear. A Eat24 tentou, outras marcas tentarão, mas o dinheiro sempre fala mais alto. O Facebook assume cada vez mais uma postura de plataforma paga para empresas e parece querer promover uma limpeza geral, tirando da sua rede os peixes pequenos que estão ali só para incomodar e ocupar um espaço cada vez mais caro no feed.

Claro que do ponto de vista do Facebook isso é algo compreensível. Trata-se de uma empresa e como toda empresa, precisa-se lucrar. Se o dinheiro não vem por boa vontade, o tomamos a força. Quem não aguentar pode sair do nosso estabelecimento. Resumindo grosseiramente.

A ineficácia do alcance orgânico nos parece ser algo inevitável, só podemos lamentar e chorar pelos litros e litros de leite derramado. Por ora, o Repertório continua firme, forte e invisível no Facebook, mas quem sabe nossa “pegadinha” de 1º de abril não se torne uma profecia para um futuro bem próximo.

 

Postado por André

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